segunda-feira, 30 de julho de 2012

satyricon: dawn of a new age

"And I looked, and behold a pale horse And his name that sat on him was death And Hell followed him, and power was given Unto them over the fourth part of the world To kill with sword, and with hunger, and with death And with the beasts of the Earth." And then again "I saw and beheld, a black horse, And he that sat on him had a scythe, and a crown Was given unto him and he went forth conquering, and to conquer And there was a great earthquake, and the sun became black A sackcloth of hair, and the moon became as blood And the stars of heaven fell unto the Earth Even as a fig tree castes her untimely figs When she is shaken of a mighty wind, and the heavens Departed as a scroll when it is rolled together And every mountain and island were moved out of their places." Almighty mountains and rocks, I beg you fall on them For the great day of wrath is coming, And who shall be able to stand?

terça-feira, 10 de julho de 2012

a vida louca


Ela vivia num sítio em Lisboa a cair aos bocados, junto ao rio
Onde se passeavam barquitos à toa e marinheiros estrangeiros.
Fora top-model em Nova Iorque e vivia num loft com um sujeito
Que tinha herdado uma fortuna mas que raramente tomava banho.
Era alto o rapaz, aristocrata de sangue puro, de cabelo loiro escuro,
O dela cheio de caracóis, cor de café torrado, dos avós de África herdado.
Foram glamorosos, ele e ela, juntos eram uma sensação
Nas festas loucas de Londres, L.A. e Amsterdão.
Bebiam champanhe francês na companhia de artistas,
Apareciam sempre a sorrir nas fotos das revistas
Enquanto dançavam os rapazes selvagens de Duran Duran.
Eram vistos nas passerelles de Milão, cartazes publicitários e painéis:
Um metro e oitenta e cinco, oitenta sessenta oitenta e seis.
Faziam um vídeoclip da vida como estrelas de rock and roll.
Mas virou a década, uma overdose bastou e ele morreu
E ela sem dinheiro e ninguém, da tristeza adoeceu.
Apanhou um avião para Lisboa onde um homem a acolheu.
Limpava escadas para quatro patroas de madrugada,
As lágrimas escorriam-lhe na face quando se lembrava
Daquele modo cinemático de viver.