quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

curiously draw no attention

alas, hear the secretary to the absolute call the military to the fall. and the army of the ordinary glittering in television splendor to the frequency of their heart beats or a crashing parabolic sky in hi-definition sound. alas, undivided attention unyields concrete results, but destroys. and it is permanent failure, like forever. or a diamond made of rainbows and a heart made of glass. that a reflective mirror is but a convex eye. and again only half seems to be seen and blown out of proportion, as curiously as it may be. but sir, draw no attention.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

os terrenos baldios

 Tudo quer rebentar com ela. Zum! Como abelhas que constroem castelos dentro dos ouvidos. Zum! Zum! E que não param. Zum! E que vivem e que andam de um lado para o outro dentro dela e que lhe sugam o mel e que não a deixam dormir. Não! É um comboio que lhe atravessa as veias e que se esquece de parar nos apeadeiros das horas arredondadas. Zum! É o vapor da turbina que lhe enche os pulmões e que não a deixa respirar e que a sufoca e as rodas que não param, nunca! Zum! É o constante andamento de um motor que não é o dela. Sem parar. Lá vai aquele comboio e ela torce-se de medo porque a noite é longa. A noite é longa. Mas não! É um monstro. É um monstro que vive lá dentro e que lhe torce as pernas e os braços e que faz assim: Crack! Assim, sem doer. Mas não dói. Porque dói, porque dói. Mas ninguém vê. É sempre véspera de alguma coisa. Que dói. Um vazio de sensação que antecipa a dor de não saber o que vem a seguir no coração. Crack! Outra vez! Abre os olhos e ela não vê nada. Crack! Abelha. Comboio. Monstro. Lá foi ela pelo cano abaixo. Sem saber o que aconteceu. Zum! Crack! Kaboom! Porque era de noite. Não havia luz nos terrenos baldios do pensamento.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

panopticon




Morals reformed— health preserved — industry invigorated — instruction diffused — public burthens lightened — Economy seated, as it were, upon a rock — the gordian knot of the poor-law not cut, but untied — all by a simple idea in Architecture!

— Jeremy Bentham


(será da minha visão? será uma ilusão óptica? ou esta imagem do panopticon parece que está ligeiramente torta? — pergunta retórica.)