terça-feira, 26 de março de 2013

pink turns blue: when the hammer comes down




i like his face expression. it is spooky honest desperate anger, i think. people usually hide that because, well... because. i also like this song. he says, i think, that when the hammer comes down, he comes down on you. and that you are working in a factory and /cut!/ because the lyrics were online. So here: — You are working in a factory Your heart beats for industry Sweat pearls on your skin It's the screech of your machine When the hammer comes down It's too late for you When the hammer comes down It comes down on you Live for mass-production You wanna speed up the action And you hammer on steel And you hammer for fame But when it hammers on you Will it be the same When the hammer comes down It's too late for you When the hammer comes down It comes down on you.

domingo, 24 de março de 2013

Montesquieu no Jardim


As searas daquele quadro de Van Gogh não haviam sido ceifadas há séculos e as paisagens de Turner apresentavam-se tão nítidas agora como as pinceladas de um quadro maluco de Pollock. Montesquieu ficou pensático… pensativo? Naquele instante as palavras interessavam-lhe pouco, queria ser, acima de tudo, verdadeiro e as palavras pesavam-lhe: eram um fardo e um empecilho. Mas seria aquilo de facto um quadro? Não lhe tinham dito que o jardim de infância lhe daria todas as ferramentas para poder saber distinguir o certo do errado? Subiu as escadas até ao quarto. E afinal era o quarto errado. Eram umas escadas de uma beleza estonteante, uma beleza que só se via em sonhos. Montesquieu lembrou-se de Hegel e talvez do labirinto que fosse a sua cabeça. Pensou que talvez também ele tivesse sido seu colega naquele jardim de infância, deveras muito labiríntico. E depois lembrou-se de Van Gogh: a voz que ninguém ouve só pode ser fruto de um aparelho defeituoso — a orelha. Ora toca e ele arranca-a. A orelha. Ou corta-a. Que era algo de todo surpreendentemente diferente. Um outro tipo de manifestação: o brilho frio mecânico e louco do metal. Dürer continuou pendurado na parede, aparentemente calmo, observando aquilo com bastante ligeireza. Achou piada, devia estar habituado. Montesquieu olhou para a porta e ouviu passos rápidos, assustou-se e fugiu. Era a primeira vez cá fora, no recreio. Não sabia como o mundo se ia comportar agora que não tinha tecto. Os passos correram atrás dele, por entre corredores infinitos. E viu um branco brilho, não o do metal, o da tristeza. Montesquieu era assustadiço. Alguém lhe ensinara que a vontade é-o em si mesma, que o indivíduo só o é quando é livre e nele incorpora o universo… aquele imenso exterior. E faz dele seu no âmbito das suas acções. Aquilo fê-lo sentir-se grande, maior que o maior dos mundos, em comprimento, largura e profundidade. Nunca ouvira palavras tão bonitas. Mas agora e ali ouvia passos atrás de si e gritos chamarem o seu nome que aliás não podia ser outro. Montes-quê? Grostes-quê? Seria grotesco, o pobre do Montesquieu? Era ou não, mas achava que não. Não podia ser, mas objectivamente não podia saber. E naquele momento fez muito esforço para não o ser. Sentia medo. Havia muita luz cá fora. Uma manhã verde e inocente, como ele. Uma manhã fresca, cortante e insinuante. Só ela, ele e os berros outra vez. Onde andariam as palavras milagrosas que o salvariam desta vez? Hegel disse que a liberdade do indivíduo… Não, eles iam embirrar. Iam dizer para ele se calar. Que já era demasiado Hegel. Que esse,... outra vez, por amor de Deus, Não! Estavam fartos. Montesquieu decidiu reagir de forma violenta quando sentiu quatro mãos em cima dele e chegou à conclusão que devia ser mesmo grotesco. Mas submeteu-se de livre vontade. E depois gritou. Não vale a pena perscrutar a vontade da Humanidade, bem alto no meio do jardim do mundo. Mas o mundo de Montesquieu, de qualquer maneira, nunca fizera muito sentido. Deixemo-lo em paz, então, a esse tal que chegou a conhecer o espírito das leis.

sábado, 16 de março de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

domingo, 10 de março de 2013

O Menino e o Palhaço

Alguém deixou de limpar as janelas daquela casa 
há muito tempo.
Alguém trocou os vidros daquela casa 

por grades de ferro que agora enferrujaram.
Menino faz aritmética ao frio 

por causa da avó que o mandou para as obras acartar tijolos
enquanto faz sopa de cimento.
E nos tapetes rolantes ele engraça com o palhaço triste
que num elevador morto vive
e que faz truques com baralhos de cartas
sujos e absurdos.
E os reis e os pajens
já há muito que deixaram de fazer a barba
e parecem uns mendigos,
e as rainhas que envelheceram ao frio,
e os cabelos delas caíram precocemente.
O palhaço queria um baralho novo,
brilhante, de plástico,
que durasse a sua eternidade.
Seria o seu tesouro.
O menino que faz aritmética
com giz e ardósia preta distrai-se
e acaba a jogar à bisca com ele
e deixa-o ganhar porque tem pena.
A sopa de cimento já está a ferver,
estão os dois com fome,
juntos e agora, no meio do fumo e do frio
vão finalmente comer.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Hello Roger Walkie

Roger Walkie loves him no see. Roger's longing to plea. To put it plainly and madly: Roger walks across the wave ridden sea. But Roger Walkie talks about acronyms and random clouds found under his bed and misty shores. Underhanded manned crying gulls are flying in jazzy trios above his head. Now, Roger, rest assured because all is well in the kingdom of your most conceivable inconvenience. A thousand and two miles from the shore. You will be upping the ante until it's gone. But it will last, Roger Walkie. It will not break even in extreme constraints. Roger loves him no see. Putting the brakes on, he's free. Roger walks now across the wave ridden sea. Hello Roger Walkie, long time no see.

terça-feira, 5 de março de 2013

massive attack: safe from harm


Midnight rockers, city slickers Gunmen and maniacs All are featured on the freak show And I can't do nothing 'bout that, no But if you hurt what's mine I'll sure as hell retaliate Telling us what is infectious and dangerous You can free the world, you can free my mind Just as long as my baby's safe from harm tonight You can free the world, you can free my mind Just as long as my baby's safe from harm tonight Telling us what is infectious and dangerous Friends and enemies, they find us contagerous I was looking back to see If you were looking back at me To see me looking back at you Lucky dippers, crazy chancers Seems to be moving fast What happened to the niceties of my childhood days? Well, I can't do nothing 'bout that, no But if you hurt what's mine I'll sure as hell retaliate I was I was looking back to see if you were I was looking I was I was looking back to see if you were looking back at me To see me looking back at you You can free the world, you can free my mind Just as long as my baby's safe from harm tonight You can free the world, you can free my mind Just as long as my baby's safe from harm tonight Telling us what is infectious and dangerous Friends and enemies, they find us contagerous And they spread into your system like a virus Yes, the trouble is it kind of makes you anxious I was I was looking back to see If you were looking back at me To see me looking back at you I was I was looking back to see If you were looking back at me To see me looking back at you But if you hurt what's mine I'll sure as hell retaliate You can free the world, you can free my mind Just as long as my baby's safe from harm tonight You can free the world, you can free my mind Just as long as my baby's safe from harm tonight.


massive attack is seriousness coolness gravity.